Lojinha

posted: Tue 9th May, 2006, categories: Geral

Por Pablo Casado

Aviso aos camaradas da terrinha e de terrinhas além no cenário nacional:

Os fanzines de Quadrinhos que produzi recentemente estão à venda para quem quiser ter o(s) seu(s). Para obtê-los, basta fazer um depósito – numa conta a ser informada em privado – com o valor da edição + R$ 1,00 das despesas de correio. Confirmado o pagamento, o material é enviado logo a seguir. Para facilitar a vida de todo mundo, a recomendação é que o depósito seja feito em caixa rápido.

Os fanzines à venda são os seguintes:

DON CARALEONE É MAU!/ESPARTA
Edição Flip-Flap, 10 Páginas, R$ 1,00

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Sinopse: Don Caraleone é o mais famoso rapper da capital marciana, seja nas paradas musicais ou no submundo do crime. Mas dois detetives querem acabar com sua carreira. Esparta é uma escola diferenciada. Nela, não estudam adolescente comuns… mas super-adolescentes.

Autores: Pablo Casado (Roteiro, Letras e Edição), Denis Pacher (Arte: Don Caraleone), Luciano Kars (Arte: Esparta), Emerson Magalhães (Letras e Efeitos: Esparta)

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TERRA DO NUNCA LOVE SONG FIVE
12 páginas, R$1,00

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Sinopse: Um casal de amigos. Uma droga capaz de levá-los a um mundo fantástico. Mais do que uma aventura ácida, uma história sobre níveis de relacionamento.

Autores: Pablo Casado (Roteiro e Letras), Felipe Cunha (Arte), Emerson Magalhães (Edição)

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URBANA BÁRBARA
12 páginas, R$ 1,00

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Sinopse: No futuro, uma policial fisicamente modificada enfrenta níveis ultra-violentos de criminalidade. E, em meio a sua conturbada carreira, ela tem agora que cuidar do irmão mais novo.

Autores: Pablo Casado (Roteiro e Letras), Thiago Oliveira (Arte e Capa), Emerson Magalhães (Edição)

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MARIPOSA
16 págs, R$ 1,00

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Sinopse: Nas ruas de uma São Paulo paralela, o vigilantismo é proibido como em qualquer outra parte do mundo. Mas não é o que acha a heroína Mariposa, disposta a levar justiça quebrando as regras… e pagando o preço final para tanto.

Autores: André Dantas (Roteiro), Jaguar (Arte), Pablo Casado (Letras e Edição)

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O (Des)Encontro de RPG & Anime

posted: Wed 3rd May, 2006, categories: Geral

Por Pablo Casado

INTRO

É de se admirar o modo como as coisas acontecem em Maceió. Para o bem ou para o mal. Pelo intencional ou causal. No fim, lembrar de Murphy é o óbvio. Mas voltemos ao começo e relatemos o ocorrido. Na verdade, ao que quase não ocorreu.

ANSIEDADE QUE AVISA, AMIGA É

Não dá mesmo. Deixar as coisas para última hora é o mal de mais de 90% do brasileiro e eu, certamente, estou entre eles. Faltavam duas semanas para o Encontro de RPG & Anime, a ser realizado na unidade do Poço do Sesc, e eu ainda não tinha fechado a editoração eletrônica dos fanzines que fiquei na tara de lançar no evento. Na verdade, até havia impresso uma boneca inicial de alguns deles, mas problemas com tamanhos de certas fontes me levaram novamente ao Corel.

O atraso ferrou com os meus planos de divulgação, que incluíam ir a algumas faculdades, cursos de idiomas, colégios, e nos locais onde as entradas para o Encontro eram vendidas para colar/distribuir cartazes e/ou mesmo deixar alguns exemplares de amostra. Além disso, a grana a ser investida nas cópias das edições havia ficado desfalcada de uma hora pra outra – (aprenda uma coisa: ser um artista de quadrinhos [e] desempregado, com namorada, e que tem o mínimo de apreço por uma vida social, nunca vai andar com o bolso folgado. A não ser que você venha de uma família rica. Vai saber.)

Se com duas semanas de prazo as coxas já estavam bem em cima, com uma você é capaz de fazer no joelho mesmo. E, deixando de lado todos os revezes até aquele momento e negando a possibilidade de um grande fracasso, as novas bonecas foram impressas, o orçamento para as cópias havia sido restituído e uma divulgação (mal) dirigida via Internet parecia ter dado conta de chegar aos olhos e ouvidos certos. Agora era segurar aquele friozinho besta na barriga e preencher a cabeça de coisas boas, positivas e todo aquele tipo de auto-ajuda desnecessária que todo ateu/agnóstico deve recorrer pra não se trair e chamar por Ele.

Mal sabia que o tal frio não vinha da minha barriga…

SABE AQUELA DE “E NO MEU COLO CAI PELÉ”?

O clima na cidade não tava dos melhores desde o início da semana. Numa hora, o dia amanhecia fechado e chovendo feio, coisa que irrita principalmente de segunda a sexta. Daí não dava duas horas pro céu abrir e um sol de raios bem abertos nos lembrar que estamos num lugarzinho bem tropical. Aquilo era um aviso e não me toquei. Na verdade, acho que ninguém que queria aproveitar o feriadão fora de casa.

Então, com tudo pronto, restava aguardar a chegada do sábado, o primeiro dia de Encontro. E ele chegou com um mau-humor cinza nebuloso, pronto para chorar suas lamentações sobre todos nós, maceioenses, que só queriam um pouco daquele velho sol amarelo que o Homem de Aço tanto gosta, e daí aproveitar uma praia, um boteco… Mas o sábado não estava afim de fazer qualquer concessão. Ficou todo frio, 24 horas.

O que me fez lembrar do último Encontro, no qual também estive, mas sem fanzine algum: era um sábado, mas distintamente diferente. Fazia sol e não se tratava de um fim de semana prolongado por um feriado na sexta ou na segunda, muito menos numa quinta, o que provavelmente forçaria a sexta a ser “emprenssada”. Não, não. Era um fim de semana como outro qualquer, e o programa de muito rpgista e fã de anime foi o de ir ao Sesc e entupir o lugar. Era difícil andar entre as mesas de tanta gente jogando, de conversar com tantas vozes altas. Assistir qualquer um dos desenhos em exibição estava fora de opção: as filas que se formavam na entrada da única sala do evento me desanimaram.

Tudo bem, não estou falando de algo que costuma se ver em convenções do tipo em São Paulo, por exemplo. Mas, para os padrões e para o que se espera do público em Maceió, era gente o suficiente para dizermos “tá cheio”. O oposto do que eu vi no primeiro dia do Encontro deste ano, no sábado 29 de abril. Num dia ora chuvoso ora nublado em um fim de semana estendido, parecia que a mesma audiência que agitou o Sesc na edição anterior do evento em 2005 havia preferido ficar em casa. Fosse por causa do clima ou do preço de entrada por dia – R$ 4,00 –, do qual vi uns e outros chiarem. A estrutura do evento em si parecia a mesma das outras edições: espaço para mesas de rpgistas novatos e veteranos, exibição de animes, sorteio de mangás e outras coisas, stands das lojas locais dos gêneros envolvidos, mais a apresentação de duas bandas de j-pop.

O fator tempo + preço de entrada relativamente caro (?) parecia ter desanimado uma presença mais massiva do público. Ou o simples fato de ser um feriadão e parte deles ter viajado, como comentei com meu xará e colega de fanzinagem Pablo Peixoto. O que importa é que, principalmente pela manhã, o movimento no Sesc foi ameno. A tarde a coisa parecia ter melhorado, mas o público estava tão chove e não molha quanto o céu sobre nossas cabeças.

QUEIMANDO ATÉ A ÚLTIMA PONTA… DE PACIÊNCIA

Aportei no Sesc pelas 8. Uma hora antes do Encontro realmente começar. A organização pediu para que eu chegasse nessa faixa para me ajudar com o espaço onde eu colocaria os fanzines para venda. Pensei que teria umas duas mesas para o serviço - e que foi o que pedi -, mas acabei com o stand que chegamos a usar no evento anterior; o que foi bem legal. Dividi meu espaço com o xará, fanzineiro e ótimo desenhista Pablo Peixoto. Ele apresentava a segunda edição de seu fanzine Ilusões. Eu botei na banca as edições de Urbana Bárbara e Terra do Nunca Love Song Five, lançadas este ano em oportunidades diferentes, e as novas publicações: Don Caraleone é Mau!/Esparta, um zine flip/flap com artes de Denis Pacher e Luciano Kars; e Mariposa, dos meus camaradas André Dantas e Jaguar.

Stand pronto, sorriso na cara e… cadê o povo?

A estrutura do Sesc não ajudou: a sala de exibição onde passavam animes, que na minha cabeça chamaria mais pessoas, ficava na parte posterior do lugar. Longe da quadra aberta, onde estavam as mesas e stands. Pior para quem pensou em vender algo, pois o público do RPG não deu as caras até o meio da tarde, quando, meio desempolgados, Pablo e eu praticamente não havíamos vendido quase nada da nossa produção. Claro, houveram divertidas exceções.

O movimento havia aumentado relativamente até o momento em que decidi zarpar do lugar, lá pelas 6 e tantas, cansado de fome, de sono e sentindo falta de certos braços morenos femininos. A primeira banda a tocar no evento começou a passar o som e todos que estavam no Encontro tomavam seus lugares para ver o pessoal detonar no som. Eu teria que deixar para uma próxima. Não tinha mais cigarros comigo. Nem mais vontade de bancar o empreendedor quadrinhista alternativo.

Não mais naquele dia.

COISINHAS LEGAIS QUE A GENTE GUARDA

Não que as baixas vendas, o clima, a falta de público e qualquer outra coisa que eu não me lembre agora tenham deixado meu único dia no Encontro de RPG & Anime necessariamente azedo. Não foi dos melhores, mas podia ser bem pior.

Como eu comentei com o Pablo, os zines provavelmente começariam a sair do stand quando algum corajoso viesse, sacasse sua carteira e levasse uma ou outra edição do que estávamos vendendo. Aos olhos do resto dos visitantes, isso podia ser o convite ideal. Porque, aqui em Maceió, acho que a cultura da fanzinagem – fora de certos centros acadêmicos, principalmente dos de jornalismo – é vista como uma novidade estranha. E não que fosse a primeira vez que eu lançava um zine: cheguei a me meter com publicações em prosa de uma página que distribuía entre amigos e conhecidos gratuitamente, pelo simples prazer de saber se conseguia agradar com minhas ficções e que tipo de reações elas causavam. Foi um período produtivo e que me deu segurança para migrar para os roteiros de Quadrinhos. Mas eles eram feitos e dados como aquela bala gostosa que sobra no bolso e alguém com a garganta seca ou mau-hálito sempre aparece pra te pedir.

Chegar junto e jogar um agá malicioso parecia assustador tanto para mim como creio que fosse para o meu xará. Logo, tivemos que aguardar e ver no que dava.

Um grupinho de três adolescentes, provavelmente todos de camisa preta, ficaram indo e vindo ao stand. Paravam diante dos quatro fanzines que eu vendia e um dos sujeitos folheava e folheava a edição da Urbana Bárbara. Da terceira ou quarta vez que eles apareceram, fui manso e falei com o tal rapaz, o que tinha cabelo grande, que ele tava namorando a capa da revista e se não ia levar. “Não, não”, ele logo se adiantou a falar. “Tava mostrando o desenho pra eles. De todos, é o único bem feito.” Num evento em que uma das principais atrações eram as exibições de desenho japonês, eu não podia lá me espantar. Coisas de nichos da cultura pop.

Não que isso signifique que as outras edições não tiveram sua cota de atenção…

Três jovenzinhas roqueiras se aproximaram e ficaram olhando sem tocar em nada. A da ponta esquerda olhou para a minha pasta, que estava aberta e mostrando uma página maior de Terra do Nunca Love Song Five e o pôster não-utilizado do Don Caraleone é Mau!. Foi para este último que ela olhou, levou uma das mãos a boca e deu um risinho como se tivesse visto a primeira pornografia da vida dela. Ela então cutucou a amiga do meio, apontou pro desenho e saiu. A amiga olhou por quase 10 segundos até entender a piada do nome, deu o mesmo risinho e as três saíram. Fiquei besta de orgulho pela ficha ter caído pra elas.

E essa coisa de não entender a mensagem é perigosa.

Dois garotinhos, acho que irmãos, apareceram no stand e foram levando um a um os zines que Pablo e eu estávamos vendendo. Creio que foi um deles que, antes de comprar qualquer coisa, sacou a edição que fiz em parceria com o Felipe Cunha e disse: “Que massa! Terra do Nunca!”. E eu não queria nem imaginar a cara da mãe desses meninos se ela lesse o fanzine e descobrisse de que tipo de Terra do Nunca se tratava. E que eles nunca perguntem os pais como chegar nela. Ai.

A imagem mais legal das vendas e contato imediato dos zines foi com uma família, os primeiros a comprar as edições, que chegou e folheou tudo. Estavam o Pai, a Mãe, a Filha e um Filho. De verdade. Eles ficavam alternando, e eu pensando que era só folheação típica. Até que o pai sacou a carteira e levou meus quatro zines e o do Pablo. Isso foi ainda pela manhã, creio que antes das 11. Rolou uma sensação interessante. Mais ainda quando avistei a família sentada numa mesa metros adiante, lendo tudo que tinham comprado no evento, incluindo os fanzines… e fiquei me perguntando que tipo de reação eles tinham a cada história. Naquela hora do dia, ainda tinha sobrado um último Souza Paiol pra consumir e aplacar minhas ansiedades mentais.

O negócio era memorizar os detalhes. Esses poucos. Mas significantes.

INDO

Quando uma das bandas que tocaria no Encontro começou a se aquecer no palco, notei que as duas lojas que ocupavam stands já tinham encerrado suas atividades, e até mesmo o Pablo havia recolhido seus zines. O Emerson [Magalhães] havia dado as caras do nada cerca de uma hora antes pra colar alguns cartazes do pessoal que está tentando trazer o live de vampiro de volta à cidade – não me pergunte, eu não entendo de nada desse universo paralelo. Conversamos um tanto, até que eu decidi recolher os fanzines e pular fora.

Eram 6 e tantas e a fome apertava, assim como minha resistência física de ficar parado num lugar por muito tempo sem fazer nada. Claro, tinha a ver também com o fato dos cigarros terem acabado e do público estar com a atenção completamente voltada para a banda no palco. Tirando o Emerson, outros amigos que foram prestigiar os zines e fazer companhia durante o Encontro – e os cito com grande apreço: Anderson, André, Joel e Markus – já haviam picado a mula, pois tinham lá afazeres pessoais naquela noite de sábado.

Decidido a ir e voltar no dia seguinte, fui para não mais voltar.

No domingo, uma chuva torrencial alojou-se sobre Maceió da madrugada até o fim da noite. Imaginei que, por mais vontade de ir ao evento que estivessem, boa parte do público não ia se arriscar a sair de casa naquelas condições. Tava naquele climinha de ficar no sofá ou na cama, de lençol até o queixo, vendo filme. E não dava pra sair dos braços da minha namorada naquele tempo, mesmo se eu quisesse.

Na segunda, as coisas abriram um pouco mais no céu. Mas parecia que estavam só dando um tempinho lá encima pra depois voltarem com tudo. Aproveitei a brecha e tomei o rumo de casa. E, mesmo com o teto do mundo permanecendo nublado até o começo da tarde, o que me permitiria descer ao Sesc sem maiores problemas, decidi não dar mais um passo. Antes de qualquer coisa, liguei para um dos meus conhecidos, o Rafael, que estava por lá, e perguntei como estava o movimento. Ele me disse que não muito diferente do sábado. Então fiquei em casa, espancando o teclado do micro. Comendo bobagens. Lendo.

Não era como eu imaginava que seria, mas não foi de todo mal.

AGRADECIMENTOS

A NAPALM!, na figura de Pablo Casado, agradece a Manoel Messias e ao Encontro de RPG & Anime pela oportunidade e atenção, a Marcus Ramone e ao Universo HQ pela amizade e apoio de sempre, aos sites que também divulgaram nossos zines, aos amigos presentes e interessados distantes, e um obrigado muito especial a todos os artistas envolvidos, que deram o melhor do seu talento nas histórias.

A Machadinha

posted: Wed 3rd May, 2006, categories: Geral

Strangers, por Jaguar e Kirschner

Clique aqui para visualizar maior.

Arte: Jaguar

Cores: Rafael Kirschner

Provável capa da hq STRANGERS, criada, escrita e ilustrada por Jaguar.

Agradecimentos

posted: Tue 2nd May, 2006, categories: Geral

A NAPALM! vem a público agradecer a Marcus Ramone e ao Universo HQ pela divulgação da nossa presença no último Encontro de RPG & Anime, em Maceió, assim como a Hector Lima, que também espalhou a dica.

Gostaríamos também de agradecer a organização do Encontro pela atenção e ajuda durante nossa presença no evento. Em breve, estaremos publicando a resenha/crônica de Pablo Casado, que representou o estúdio na ocasião.

UPDATE: Os sites Popbalões e Judão também noticiaram os novos fanzines da NAPALM!. Um obrigado especial a eles, também.

NAPALM! no Encontro de RPG & Anime

posted: Wed 26th Apr, 2006, categories: Geral

De 29 de abril à 1º de maio, será realizado em Maceió mais uma edição do ENCONTRO DE RPG & ANIME. As atividades - que incluem mesas de rpg, exibição de animes, cosplay, apresentação de músicas e outras coisas - serão no Sesc Poço, começando sempre às 9 da manhã. A entrada custará R$ 4,00 por dia, ou R$ 9,00 num pacote para os três dias. Durante o evento, estarão sendo vendidos os fanzines do selo/estúdio NAPALM! Comics, que volta aos poucos a atividade do mundo dos quadrinhos. Serão quatro edições distintas a serem comercializadas ao preço simbólico de R$ 1,00, onde cada uma delas apresenta uma história fechada. Do Mangá aos Super-heróis, passando da ficção científica ao indie, essas quatro edições buscam levar adiante a proposta do grupo de quadrinhistas alagoanos:

Novos Autores. Novos Quadrinhos.

A seguir, apresentamos previews de cada fanzine e alguns dos autores envolvidos falando de suas criações.

DON CARALEONE É MAU!/ESPARTA

Ficha Técnica: Edição Flip-Flap, 10 Págs, R$ 1,00

Autores: Pablo Casado (Roteiro, Letras e Edição), Denis Pacher (Arte: Don Caraleone), Luciano Kars (Arte: Esparta), Emerson Magalhães (Letras e Efeitos: Esparta)

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MALDADE RIMADA, TRASHEIRA DESCARADA

Pablo Casado, abril de 2006

Se há algo que eu, como um tipo força artística criadora nérdica, espero nunca fazer um dia, é embrenhar de verdade no mundo da música. Sabe, formar uma banda séria, ou até mesmo compor pra valer. Eu já participei de projetos de bandas com amigos próximos, mas era coisinha de adolescente querendo parecer descolado, e ninguém nunca aprendeu a tocar porra nenhuma. Já escrevi umas letras de música, mas que nunca vão chegar perto do que me acho capaz de fazer num roteiro.

Eu simplesmente não sirvo pra isso.

Então, quando for dar uma sacada no conteúdo musical de DON CARALEONE É MAU!, não note a pobreza de certas rimas. Elas não estão lá para mais nada além de servir à narrativa da história. São as damas-de-honra meio desengonçadas das imagens seqüenciais, que mostram a violência de um mundinho marciano bem parecido com o nosso em certos aspectos. Representam o desprezo da convivência em sociedade para se chegar ao topo dela a qualquer meio.

Tudo numa trama sci-fi/trash/supercomprimida de cinco páginas.

Lendo você encontra tudo isso salvo na bela arte de Denis Pacher, que soube rimar bem mais que eu, mas no quesito narrativo: ele não deixou os diálogos e recordatórios atrapalharem seus traços e lances de câmera, estes ora minimalistas ora impactantes. Se eu posso me considerar o compositor dessa HQ, o Denis é o músico.

E o nosso single é rápido, certeiro e sujo. Tá ligado?

TERRA DO NUNCA LOVE SONG FIVE

Ficha Técnica: 12 págs, R$1,00

Autores: Pablo Casado (Roteiro e Letras), Felipe Cunha (Arte), Emerson Magalhães (Edição)

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NA VIAGEM…

Pablo Casado, fevereiro de 2006

Esta é mais uma daquelas histórias que você já sabe como começa e termina. Tudo bem, foi uma conclusão abrangente e besta demais. Mas não sei, de verdade, como encontrar uma definição sucinta e charmosa o bastante para introduzir vocês na história deste fanzine: Terra do Nunca Love Song Five.

O enredo é direto: um cara, uma garota. Amigos de faculdade. Convivência demasiada. No final das contas, um dos dois vai levar a situação pro lado “errado”. E tudo vai terminar… viu como você sabia? A única maneira de tirar um pouco da obviedade dos acontecimentos foi… bem, chapando.

Pra dar o toque necessário e salvar o meu roteiro obeso de diálogos metidos a reaizinhos, surge o Felipe Cunha e sua arte cheia de curvas legais de se percorrer. Algo que enche os olhos de qualquer digitador quando ele encontra o sujeito adequado pra mostrar que suas palavras tinham uma vida de verdade.

No final das contas, Terra do Nunca Love Song Five trata daqueles romances corriqueiros que a gente quer que dê certo, imaginando e fugindo da realidade de um final feliz incerto, escondendo-se em algum lugarzinho feliz da própria consciência. Sim, já aconteceu comigo. Vai dizer que contigo não?

MARIPOSA

Ficha Técnica: 16 págs, R$ 1,00 Autores:

André Dantas (Roteiro), Jaguar (Arte), Pablo Casado (Letras e Edição)

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“HISTÓRIAS IMAGINÁRIAS”…

André Dantas, setembro de 2005

…assim eram chamadas.

Uma febre nos quadrinhos DC da Era de Prata, foram um recurso interessante (porém, às vezes, horrivelmente desastroso) de mostrar Superman, Lois Lane, Jimmy Olsen e outros em aventuras bizarras e fora de continuidade. Histórias imaginárias, eles diziam.

Quando, dois anos atrás, decidi fazer uma HQ curta com o Jaguar, onde iríamos criar um “mundo imaginário” à lá Astro City e 1984, eu não sabia os rumos que a história iria tomar. Afinal, era um conto simples. Sobre um mundo policiado, onde vigilantes mascarados e outros super-caras eram vigiados, cadastrados, e tinham suas vidas controladas por governos e corporações. E no meio de tudo isso, existiria uma ilha, um refúgio, onde era dada a estas pessoas uma chance de aprender, botar a vida nos eixos, e tentar seguir um caminho. É claro que nem todos viam a ilha, e seus habitantes, com bons olhos. Uma dessas pessoas era a Srta. Reisz, vulgo Mariposa.

Essa mulher tomou conta de tudo. A ilha, os supers de capa, os questionamentos políticos, ou seja lá o que mais eu queria escrever, nada mais importava. Existia apenas uma coisa em todo aquele cenário que me interessava: essa mulher irada. Com um ódio profundo por tudo. Patológico, abrasador. Uma mulher, obviamente, com uma vontade irresistível de morrer lutando. De ser alguém. De pegar uma lâmina e talhar bem fundo no alicerce do mundo que ela, um dia, existiu. Que no caos da vida, do cotidiano, achou uma ordem. Algo que a mantivesse sã. Que não demostrasse para os outros suas fraquezas, e como ela estava bagunçada por dentro. Mas, como não poderia deixar de ser, ela era uma mariposa. Impossibilitada de resistir ao brilho ameaçador do fogo.

E foi assim que ela se fez. Um pouco mais de 10 páginas. Porém, a Mariposa nunca abandonou meus pensamentos de fato. E, com o tempo, outras histórias surgiram (como uma particularmente primitiva de “Homens do Mistério”, onde um ser capaz de distorcer a realidade fazia a festa numa cidade protegida por um homem movido à vapor, e outras sandices).

E agora, nesse momento, me pego olhando para a ilustração da capa de Superman’s Girlfriend Lois Lane, a série de 1958, onde vemos uma Lois dona de casa colocando o jantar na mesa, enquanto o marido Clark, de uniforme, sai por um túnel no chão para mais uma missão! Esta foi a primeira de uma série de histórias imaginárias.

No entanto, como alguém disse certa vez: “Mas afinal, todas não são?”

URBANA BÁRBARA

Ficha Técnica: 16 págs, R$ 1,00

Autores: Pablo Casado (Roteiro e Letras), Thiago Oliveira (Arte e Capa), Emerson Magalhães (Edição) Clique nas imagens para ampliar

 

SERVIR & PROTEGER

Pablo Casado, janeiro de 2006

No futuro, os carros irão voar. Máquinas inteligentes irão existir, e, além de estarem em nossos lares ajudando nos afazeres domésticos, serão nossos amigos, colegas de trabalho e amantes. As cidades ao redor do globo serão em menor número, mas imensas. Pré-imaginadas. Super-metrópoles abraçando todas as raças que restaram na Terra, após as guerras biológicas e destruição de parte dos ecossistemas que sustentavam a vida antiga do homem. Muito da evolução tecnológica saiu dos livros de ficção científica e tomou forma real.

Ainda assim, mesmo com toda a evolução do pensamento criativo do homem, antigos problemas continuam a permear as entranhas da humanidade.

A violência é um câncer que se espalha com força pelas ruas de Latina, metrópole construída na América do Sul, próxima do Atlântico. Para combatê-la, o Conselho regente da cidade decidiu substituir o problemático efetivo robótico e investiu pesado em aprimoramento humano. Para combater os crimes pós-humanos, nada melhor do que indivíduos super-humanos para tal missão; pessoas capazes de julgamento de valores mais adequados ao homem comum do que Inteligências Artificiais e seus cérebros simuladores de sentimentos humanos.

Bárbara Lins é uma Oficial - humana alterada fisicamente para possuir habilidades não-naturais: super-força, super-velocidade. Treinada rigorosamente para saber como atuar nas mais diversas situações e manter a sanidade no contexto de ultra-violência criminal de sua cidade. Ela é uma jovem decidida. Arrogante. Que tem que dividir a atenção entre sua carreira em ascensão no Departamento de Polícia com os cuidados ao irmão mais novo, Caio, agora vivendo com a irmã devido ao recente falecimento de seus pais.

URBANA BÁRBARA é um drama policial, uma ficção científica com ação e pitadas de suspense. É LEI E ORDEM e THE SHIELD batidos num liquidificador mental com TRANSMET e MATRIX.

Apresentação

posted: Mon 24th Apr, 2006, categories: Geral

ROCK’n’ROLL DE PAPEL

Histórias em Quadrinhos. Arte Seqüencial. Nona Arte.

Ou simplesmente Gibis.

Manifestação artística em constante evolução emergida das tradicionais tirinhas de jornal, hoje tomando de assalto a Internet com suas edições eletrônicas de artistas independentes, sem ter abandonado as revistas impressas publicadas pelas grandes e pequenas editoras de todas as partes do globo. Que, em tempos passados, comercializou mensalmente milhões de exemplares do Super-Homem em solo norte-americano e, no presente, transfere-se para o cinema como o próximo sucesso do verão para os estúdios de Hollywood.

Por sua relativa facilidade para produção, propagação e transmissão de pensamentos, alguns artistas do meio se empolgam a dizer que os Quadrinhos são o novo Rock and Roll.

BOMBA CRIATIVA À VISTA

Inspirados no exótico nome de uma feroz bomba incendiária à base de gasolina e ácidos, um pequeno núcleo de artistas alagoanos reuniu-se com o intuito de produzir Histórias em Quadrinhos de Qualidade, assinadas por Novos Talentos. Lançar um material capaz de cativar diversas audiências e fixar-se em suas mentes como um vírus sem cura.

NAPALM! – assim eles se batizaram.

Seus esforços iniciais deram vida a uma edição impressa – a NAPALM! Zero, indicada ao prêmio de Melhor Fanzine no HQ MIX 2004 e vencedora da mesma categoria no HQ Festival de 2003. O estúdio visa trabalhar, principalmente, na produção de Histórias em Quadrinhos de autoria própria.

LINHA DE MONTAGEM

Este blog foi criado para suprir a necessidade de uma página do Estúdio na rede, tendo em vista que o www.napalmcomics.com está temporariamente no Limbo, e servirá para a exibição de prévias, notícias do que se anda fazendo e possíveis relatos sobre o processo criativo dos artistas que compõem a NAPALM!.

Seja bem-vindo.